domingo, 13 de maio de 2007

A ARMADURA DE DEUS.


Do Site Nelinho e Gilmara :



“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.



Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés com a preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito que é a palavra de Deus. E orai em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito. Vigiai nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar dele livremente, como devo fala” (Efésios 6:10-20).





INTRODUÇÃO.

Na época em que foram escritas as palavras contidas em Efésios capítulo seis, todos sabiam o que seria uma armadura. Paulo, assim como nosso Senhor Jesus Cristo aos seus ouvintes, usava uma linguagem em que seus leitores saberiam sobre o que ele estaria falando. Uma armadura seria todo um arsenal de combate usado por um soldado em batalha. Estava incluso na armadura os calçados adequados, o cinturão, a couraça, o escudo, o capacete, a espada e todas as armas disponíveis e necessárias para o combate.

Mas afinal, qual o significado desta armadura? Estariam os crentes de Éfeso em guerra? Se estavam, quem ou o que seriam os inimigos? Em até que ponto seria necessário o uso de uma armadura neste combate? E nós como crentes hoje, qual a importância desta armadura? Estamos envolvidos em uma batalha também? As respostas a estas perguntas serão dadas na medida em que observarmos o texto de Efésios 6:10-20. Estude comigo, mesmo que você pense que batalha espiritual é coisa de crente fanático ou somente ocorre em igrejinhas pentecostais onde se ora alto e, segundo alguns, fala-se mais no Diabo e menos em Deus. Você também está convidado estudá-la comigo, mesmo que não tenha tanta certeza da existência de demônios e no “chefão” deles, Satanás. E a minha oração é, que Deus possa por em sua consciência a visão de que nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim, contra inimigos espirituais que não podemos ver, e, poderosamente superiores a nós em força e em poder. Mas, através da estratégia certa, seremos vencedores, porque quem lutará por nós nunca perdeu uma única batalha em toda a sua existência, logo, seremos mais que vencedores, porque Cristo já venceu o Maligno.

O gigante Golias estava certo que seria vencedor diante de qualquer um dos soldados israelitas. Dispõe-se a lutar contra o melhor soldado de Israel (I Sm 17:8-9). Seria uma luta de vida ou morte, não haveria empate, somente um sairia vivo neste combate. Golias não era somente o maior e mais forte soldado filisteu, com certeza, possuía a melhor armadura e porque não dizer, era um excelente guerreiro de aproximadamente três metros de altura que nunca tinha perdido uma luta corpo a corpo antes. Para se ter uma idéia da força do gigante, a couraça de sua armadura pesava algo em torno de sessenta e sete quilos, peso este, que poderia ser comparado com o peso de um homem como Davi, que foi o único que teve a coragem de lutar contra ele. Somando-se todo o peso de sua armadura, teríamos algo entre cento e cinqüenta a duzentos quilos, que Golias carregava tranqüilamente durante a luta.

Davi seria totalmente diferente do seu oponente, nunca fora soldado antes. Sua atividade era mais comum entre as mulheres e os servos. Ser pastor de ovelhas, não exigia força física, muito menos um arsenal de combate militar. Seus recursos eram suficientes para matar ou mesmo afugentar um animal predador (I Samuel 17:34-36). Davi que era o caçula dentre seus irmãos, não causava medo a nenhum soldado, principalmente se tratando de Golias. Como poderia um jovem pastor de ovelhas, que conhecia somente a funda como arma de ataque e dominava muito bem a harpa, instrumento musical muito comum na época, ser capaz de vencer o gigante Golias? A resposta é simples, Davi não lutaria somente contra carne ou sangue, o inimigo era muito mais que isto, seria algo sobrenatural que nenhum outro homem estaria preparado para encarar. O próprio rei Saul não entendia isso, quis dar a Davi uma armadura natural e comum, que foi rejeitada pelo jovem “guerreiro” (I Sm 17:38-39). É necessário que se entenda que, Quando Deus mandou que o sacerdote Samuel fosse e ungisse a Davi, Deus estava dando a ele o devido preparo para aquela batalha. “... e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi... ” (I Samuel 16:13).

Com este preparo espiritual, Davi derrotaria não somente um Golias, mas quantos outros aparecessem. Deus já havia vestido em Davi uma armadura que não era vista por olho humano, era uma armadura espiritual, composta por todas as peças necessárias. Se a luta não era somente contra carne ou sangue, o que mais poderia estar envolvido nesta luta? Satanás, este está envolvido em todas as lutas que envolve o povo de Deus.

Já em combate, Golias amaldiçoa a Davi em nome de seus deuses, que eu prefiro chamar de demônios (l Samuel 17:43). Davi no entanto retribui dizendo que iria lutar “em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (I Samuel 17:45). Quem mais poderia levar a alguém a afrontar o Senhor, se não o próprio Satanás. Conclui-se então que Golias representava toda e qualquer afronta de Satanás contra o próprio Deus, e aos servos de Deus. Golias estava afrontando ao próprio Deus, Davi tinha esta visão, e foi por isto que Deus o preparou.

Davi derrota o gigante, e Deus o exalta de uma forma que o nome do Senhor dos exércitos foi glorificado por todos. Futuramente, Davi é ungido rei de Judá (II Sm 2:4). Sete anos (aproximadamente) após, o rei de Judá é procurado pelos anciãos de Israel e torna-se rei de toda a nação de Israel, onde reinou por quarenta anos (II Sm 5:3-4). Diante deste exemplo, aprendemos que o crente revestido com a armadura de Deus, descrita pelo apóstolo Paulo, é capaz de vencer os pseudos-golias da vida. Eis alguns exemplos: Dificuldades financeiras, desânimo espiritual, depressão, conflitos nas famílias, decadência estrutural na igreja, acusações vindas à nossa mente do tipo ”Você nunca foi convertido. ” - “Seus pecados nunca foram perdoados” - “Ler a Bíblia pra que? Você não entende nada mesmo.” - “Suas orações não estão sendo ouvidas, Deus é um homem muito ocupado para se preocupar com você.”



Começaremos a partir destes princípios, a estudar o texto bíblico de Efésios, crendo que o Espírito Santo nos iluminará e nos fará saber tomar posse desta bênção, a ARMADURA DE DEUS.





1. BUSCAR PRIMEIRAMENTE A FORÇA.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Efésios 6:10).

A força referida por Paulo, não é o mesmo tipo de força adquirida numa academia de halterofilismo, em uma alimentação equilibrada, com vitaminas, cuidados médicos ou qualquer outro método usado para se adquirir força ou saúde física.



1.1. Força vinda de Jesus.

Paulo se refere ao mesmo tipo de força mencionada em Filipenses 4:13.“Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (o grifo é nosso). Os crentes de Éfeso são convidados a fortalecer suas vidas no Senhor e na força do seu poder. Quando o apóstolo determina que os crentes deveriam buscar força no Senhor, ele sabia muito bem o que determinava, sabia da importância de estarem fortalecidos na força do poder de Deus. Em certa ocasião, quando Paulo intercedia a favor dos crentes colossenses, ele pedia ao Senhor, forças para aqueles irmãos, “corroborados com toda a fortaleza, segundo a força da sua glória” ( Colossenses 1:11).

É com esta mesma força que nós devemos estar revestidos quando queremos algum tipo de vitória. A nossa força deve estar no Senhor Jesus, nós devemos estar (literalmente) em Cristo, andarmos com Cristo e em Cristo. Fortalecer no Senhor é estar em Cristo, sendo uma nova criatura (II Coríntios 5:17). É deixar que Cristo tome as decisões por nós, é estarmos totalmente submissos a Ele, é sabermos que, se a nossa força vem de Cristo, nada será mais forte do que nós, nem mesmo Satanás, pois até ele (contra a própria vontade) é submisso ao poder e autoridade do nome de Jesus (Filipenses 2:9-11).





2. CONHECENDO O INIMIGO.



“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, (...) contra as astutas ciladas do diabo. Pois não temos que lutar contra carne e sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.” (Ef.11-12).



2.1. Satanás, nosso maior inimigo.

Conhecer o inimigo é a melhor forma de se armar contra ele. Satanás e seus anjos são os nossos inimigos. Quer você queira ou não, naquele dia em que aceitou Jesus como seu Salvador pessoal, aliando-se a uma igreja de Cristo, Satanás olha para você e procura uma forma de acabar com sua vida; derrotar você; impedir que você entre no reino dos céus, pois ele não pode mais entrar; quer vê-lo descrente das coisas “lá do alto”; procurará uma brecha em sua vida onde ele possa entrar e acabar com ela. Não se assuste, mas as circunstâncias provam isto, a Bíblia esclarece isto: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário , o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8). O crente deve assumir a postura de inimigo do diabo.



2.2. Nosso inimigo não age sozinho.

Mas Satanás não esta sozinho contra nós, existe um número incontável de demônios que trabalham a comando dele. Principados e potestades, se refere a um mundo organizado de seres espirituais, instalados nas regiões celestiais. (veja a apostila: A doutrina dos anjos) Através desta organização, Satanás arma estratégias de ataque contra os servos de Deus. Os demônios estão em toda a parte, procuram lançar suas mentiras, invadir mentes, corações, etc.

2.3. Assuma o papel de guerreiro.

Literalmente se trata de um “mundo tenebroso”, mundo este, que muitos cristãos estão alheios, pensam que se trata de exagero, “não é bem assim”, afirmam alguns. Se você pensa que se trata de exagero, quero que entenda, Satanás conseguiu convencer você disto, de alguma forma, ele encontrou espaço em sua vida e manipulou seus pensamentos.

Assuma seu papel de guerreiro, e lute a favor do reino de Deus, contra o reino das trevas, reino este, que se opõe a tudo que é bom, e aos princípios de Deus.



***

3. RESISTINDO AO INIMIGO.

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Efésios 6:13).



3.1. Tomando posse da armadura.

Em toda a Palavra de Deus, a Bíblia, não há contradição interna. Ou seja, em todos os livros escritos que formam a Bíblia, jamais alguém encontrou, ou encontrará, um desmentindo o outro. Já pensou se Paulo formasse uma outra teoria sobre a criação do mundo? Ou se Pedro arrumasse uma outra explicação sobre o mar vermelho e tudo o mais? Não, isto não aconteceu porque foi o mesmo Espírito quem determinou o que deveria ser escrito em todos os sessenta e seis livros da Bíblia. Isto prova que, quando o Espírito revelou a Paulo como deveria ser formada a armadura de Deus, as peças tinham funções apropriadas para cada região do corpo, com isto, as virtudes impostas por esta armadura em nossa vida, se encaixa com todas as outras virtudes recomendadas na Bíblia.

Sabendo que nosso inimigo não descansa, e nunca recuará por vontade própria, resta-nos resisti-lhe com todas as nossas forças possíveis. Teremos que nos apropriar da armadura de Deus, é a única forma de resistir a Satanás. O diabo sabe disso, e tentará convencê-lo de que: “Isto de armadura de Deus é coisa simbólica, você já aceitou a Cristo como seu Salvador pessoal e isto é o suficiente.” Não caia nessa não. Se você estiver revestido com toda a armadura de Deus, ele fugirá de você. O apóstolo Tiago, em sua epístola, recomenda: “Sujeitai-vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Preste atenção, ele fugirá de você.

3.2. Resistir no dia mau.

Paulo fala sobre “resistir no dia mau”. Afinal que dias são esses? É fácil, são os dias, os momentos, em que estas “forças espirituais da maldade”, lançam suas artimanhas contra nós. Sabe aquele dia em que alguma coisa o está impedindo de buscar a Deus? Ou aquele outro dia, em que você diz ter levantado com o pé esquerdo? Lembra daquele dia que você teve dúvidas acerca da salvação? E aquele outro, onde você não sabia se fazia ou não sentido a sua vida para outras pessoas e você pensou em “sumir do mapa”?

São estes os dias que Paulo chama de “dias maus”; Deus na sua infinita bondade, fará de você um guerreiro vitorioso nestes dias. Quando Satanás vier com suas artimanhas querendo lhe trazer perturbação, Deus lhe dará paz e vitória. Eu pessoalmente tenho tido experiência e recomendo com autoridade.

3.3. Nós não estamos sós.

É interessante observarmos, que, não estamos a sós. Estes dias maus, todos os crentes enfrentam, note o que nos diz o apóstolo Pedro: “Resisti-lhe, firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo” (I Pedro 5:9). Daí a necessidade de estarmos unidos nesta luta. Quando nos é recomendado “ficar firmes”, torna-se muito mais fácil quando estamos nos ajudando mutuamente. Há sempre alguém que atravessa um problema maior que o meu, maior que o seu. Assim, é de extrema importância a união do corpo de Cristo, onde juntos, teremos muito mais chances de resistir no dia mau e ficar firmes.

3.4. Manter a firmeza.

Na escolha dos soldados apropriados para a batalha, Deus achou que dez mil homens ainda era um número muito elevado dos trinta e dois mil homens, que estavam diante de Gideão, ele possivelmente, não entendera muito bem a decisão do Senhor, mas, a ordem de Deus era: “...Ainda há povo demais. Faze-os descer às águas e ali os provarei...”(Juizes 7:4). Os dez mil homens deveriam descer às águas, e beberem, trezentos beberam água em suas mãos levando a água até a boca. Os demais, se puseram de joelhos e beberam com a boca próxima à água (Juízes 7:5-7). Deus mandou que estes (os trezentos) ficassem e lutassem com Gideão, os demais deveriam voltar para casa. Você já pensou no motivo para isto acontecer? Teria Deus tirado a sorte para ver quem seriam os soldados “sorteados”? A diferença entre os dois grupos, era o fato de que o grupo menor tomou cuidado de não se expor ao risco, abaixando-se de joelhos alguém poderia vir por trás e atacá-los, preferiram lamber a água nas mãos, com isto, se porventura aparecesse alguém por trás, seria fácil perceber.

Um bom soldado nunca se expõe ao risco, por mais que não apresente perigo; os nove mil e setecentos soldados que Deus mandou Gideão dispensar, pareciam não ligar muito para um detalhe tão pequeno como este, porém, Deus sempre está atento aos detalhes pequenos, seus soldados nunca podem confiar no inimigo. No nosso caso a situação é semelhante, quando a Bíblia recomenda: “...havendo feito tudo, ficar firmes”, significa que a vitória será certa, porém, após a vitória teremos que ficar firmes, com a cabeça erguida e atento, pois poderá haver um segundo ataque. Será sempre assim, Satanás não descansa nunca, dê-lhe uma chance e ele atacará pelas costas.

A partir de agora, começaremos a estudar as peças da armadura. Cada uma delas tem um significado importante, e o soldado de Deus deve estar revestido com todas as peças da armadura.



4. CINGINDO OS LOMBOS COM A VERDADE.

“Estais, pois, firmes, cingindo os vossos lombos com a verdade...” (Efésios 6:14a).

Os lombos, seriam a região situada por trás do abdome, de cada lado da coluna vertebral. Também as partes íntimas do corpo, os órgãos reprodutivos e os órgãos que expelem as excreções.

4.1. Por que os lombos com a verdade?

Larry Lea, autor do livro “AS ARMAS DA SUA GUERRA”, (Na primeira oportunidade leia este livro) dá sua opinião da seguinte maneira: “No reino espiritual, portanto, você se apropria da verdade ao expelir de sua vida as excreções espirituais - ou seja, falsidade, mentiras, engano. E se você se apropria da verdade, está preparado para reproduzir-se sob a graça de Deus.” (Pg. 86).

De uma forma geral, o crente que tem esta região do corpo revestida com a verdade, está imune aos golpes baixos de Satanás, suas mentiras, suas acusações. Estar com os lombos cingidos com a verdade, é ter autoridade sobre o reino da trevas, não permitindo que, as mentiras do nosso inimigo penetre em nossas vidas. Quando o diabo tentar convence-lo, dizendo que suas orações não passam de palavras e Deus não irá ouvi-lo; quando ele vier com suas afirmações baixas do tipo: “Não leve Deus tão a sério, você é muito jovem.” - “Deus é bom demais para impedir que um jovem como você curta a vida.” - “Cristo nunca voltará, isto é conversa fiada.” - “Olha, você já é salvo, este negócio de estar cheio do Espírito é coisa de crente fanático. “- “Olhe para você! ninguém vai querer casar com uma pessoa assim.” Então, você se lembrará das palavras de Jesus, que dizia: “...Quando ele fala mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).E repreenderá Satanás com suas mentiras para longe de sua vida.



4.2. Os fundamentos da verdade.

Uma outra coisa importante, que não posso deixar de relatar, é o fato de que, quando o crente se apropria da verdade, ele está se unindo aos fundamentos básicos da verdade. Que são:

4.2.1. Jesus é a própria verdade.

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai se não por mim” (João 14:6).

“O verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

4.2.2. A Palavra é a verdade.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2:15).

“Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” (Tiago 1:18).

4.2.3. O Espírito Santo é o Espírito da verdade.

“...E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade” (I Jo 5: 6)[1][1].

4.2.4. A Igreja é a coluna e o baluarte da verdade.

“Para que, se eu tardar, saiba como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e esteio da verdade” (I Timóteo 3 :15).

4.2.5. Os fundamentos da verdade em nossas vidas.

É importante estarmos usando a cinta da verdade porque, assim, os quatro fundamentos principais da verdade estarão enraizados em nosso interior, ou seja: Jesus, fará parte de nossa vida, sendo nossa verdadeira salvação. A Palavra de Deus também estará implantada em nosso interior, e nós estaremos aptos a pronunciar a verdade. O Espírito comandará nosso viver, com isto, expeliremos para fora de nós toda a mentira implantada por Satanás no velho homem. E a soma de tudo isto, será uma igreja que demonstra a verdade absoluta, a verdade de Deus.

4.3. Evite a mentira.

Toda a verdade tem ligação com Deus, por outro lado a mentira se encaixa perfeitamente com o inimigo de Deus, nosso inimigo também. A atitude do crente em relação a tudo isto é, ter a consciência de que, o crente deve sempre viver na verdade, nunca mentir, não importa a circunstância.



5. VESTINDO A COURAÇA DA JUSTIÇA.

“... e vestida a couraça da justiça” (Efésios 6:14b).

Na armadura do soldado, a couraça podia ser uma veste de malha ou mesmo de metal. Tento como utilização principal, proteger a parte superior do corpo, as costas e o peito. Lembremos que nesta região do corpo, esta localizado órgãos vitais como, o coração, pulmão e o estômago. Qualquer golpe em um destes órgãos, seria morte fatal.

5.1. O porque do colete da justiça.

Numa visão espiritual, porque devemos cobrir esta parte do corpo com a justiça? Para se responder a esta questão, precisamos entender que, segundo uma cultura quase que mundial, o coração é responsável pelas emoções e sentimentos. (Pelo menos em uma das tribos indígenas na África, o órgão responsável pelas emoções e sentimentos é a garganta). Quando uma pessoa faz boas obras, dizemos que ela tem um bom coração. Se maltrata as pessoas, ela tem um mau coração, ou um coração duro. E assim por diante.

Esta interpretação não é novidade, lembre-se que, Deus disse que endureceria o coração de Faraó, e ele não deixaria o povo ir embora do Egito facilmente. ( Êxodo 7:3-4). Quando Paulo escreve exortando o uso da couraça da justiça, é para que o crente tenha o seu coração, os seus sentimentos, protegido das injustiças de Satanás. Quando ele vier com suas injustiças, acusações mentirosas, não aceite. Declare a justiça do Senhor em sua vida, o nosso renovo, nossa força, nossa habitação segura, nossa salvação. (veja: Salmos 145:17; Jeremias 23:6).



5.2. Revestido com a couraça e com o sangue de Cristo.

Não podemos nos esquecer de que a principal função do coração em nosso corpo é a de distribuir o sangue para todo o organismo. O sangue é vida, e Deus determinou que, somente através do derramamento de sangue seria perdoado os pecados (ver, Levítico 17:6 ; Hebreus 9:18-22). Durante centenas de anos foi assim, um animal deveria ser sacrificado tendo seu sangue derramado a favor do homem. É importante observar que, Deus nunca pediu sangue humano como sacrifício em forma de expiação pelos pecados do homem. Quando Deus achou que já era o momento certo, enviou seu filho Jesus (ver, Gálatas 4:4) que tomou o lugar de cordeiro, e, foi sacrificado por toda a humanidade. Seu sangue foi então derramado, e precisamos entender que este sangue não tem valor monetário, não tem preço, isto porque não há riqueza material que pague o valor real do sangue de Cristo. Quando estamos revestidos com a couraça da justiça, o sangue de Jesus flui em nossas vidas, e isto torna as coisas muito mais difíceis para o nosso inimigo que possui uma terrível “alergia” ao sangue do Cordeiro.

Se o sangue de Cristo é de tão importância na vida cristã, o crente deve reivindicá-lo sempre. Eu particularmente acredito que, em uma ótica espiritual, nosso corpo é revestido com o sangue do Cordeiro, sendo visto por nossos inimigos, causando-lhes arrepio e medo. “Eles o venceram (venceram ao diabo)[2][2] pelo sangue do Cordeiro...” (Apocalipse 12:11).

***

6. CALÇANDO OS CALÇADOS DA PAZ.

“...e calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Efésios 6:15).

Que importância poderia ter os pés bem calçados em uma batalha? Certamente se teria melhor equilíbrio, melhor adesão ao solo e total conforto.

6.1. Os pés espirituais bem calçados.

No mundo espiritual, não pode ser diferente. Tem de haver equilíbrio, firmeza por onde se pisa, e conforto na vida espiritual. E principalmente, andar nos passos de Jesus.

Mark Bubeck em seu livro “Vencer o adversário” (livro que recomendo) escreve: “Os calçados do soldado proporcionam-lhe bem-estar ao locomover-se, de modo que esteja pronto para enfrentar qualquer desafio (...) Da mesma forma, precisamos do tipo correto de calçado para a nossa batalha espiritual. Os únicos calçados que nos conduzirão à vitória são os calçados da paz...” (Página:113).

6.2. Somos guiados pelo Espírito.

Alguns fatores serão diferentes na vida do crente que usa o calçado da paz. Primeiro, com os pés calçados com o evangelho da paz, somos guiados pelo Espírito. Em Gálatas 5:16-17, lemos o seguinte: “Digo, porém: Andai no Espírito, e não satisfareis à concupiscência da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Estes porém opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” Ser guiado pelo Espírito Santo é muito mais que ser salvo, é muito mais que acreditar no Espírito Santo, vai além de dedicar-se ao serviço do Senhor, digo porque vejo muita gente que trabalha na causa mas não apresenta sintomas de quem é guiado pelo Espírito. Aí você pergunta, É possível? E eu respondo, Sim é possível! A Igreja em Corinto foi elogiada pelo apóstolo Paulo da seguinte maneira: “Pois em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento, assim como o testemunho de Cristo foi confirmado em vós; de modo que nenhum dom vos falta, aguardando a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 1:4-8).

A igreja fora elogiada como uma igreja que se empenhava à obra, note as palavras: “de modo que nenhum dom vos falta”, isto significa que ela estava envolvida em todas as obras, seus membros tinham capacidade para todas as necessidades da igreja. Por outro lado, a esta mesma igreja capacitada para o trabalho, Paulo escreve na mesma carta as seguintes palavras: “Eu, irmãos, não pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.(...) Ainda sois carnais. Pois havendo entre vós inveja e contendas, não sois carnais, e não andais segundo os homens?” (I Coríntios 3:1-3).

Observe o contraste existente dentro da mesma igreja, hoje não é diferente, há muitas pessoas, e até igrejas, que vivem neste contraste espiritual. Executam obras mas são totalmente carnais, não andam no Espírito. Mas afinal o que venha a ser andar e ser guiados no Espírito?

Encontramos a resposta a esta pergunta em Gálatas 6:15 da seguinte maneira: “Em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum, mas sim o ser uma nova criatura”. Eis a resposta, ser uma nova criatura. Muitos crentes veteranos precisão nascer de novo, pessoas que estão a anos nos bancos das igrejas, pessoas que não perdem um único trabalho da igreja; pregam, lecionam, evangelizam, promovem trabalhos, exercem vários cargos na igreja mas nunca provaram o novo nascimento; é duro isto, mas é realidade. Quais são os frutos, os resultados de quem é guiado pelo Espírito? Paulo responde a isto em Gálatas 5:22-23. Observe:

a) Amor: Amar implica em renunciar a si próprio. O crente que ama o seu irmão procura viver em comunhão com ele, aceitando-o da forma como ele é, entendendo que ambos fazem parte do mesmo corpo onde a cabeça é Cristo. Note que o amor está em primeiro lugar. Amor não é um dom do Espírito, mas sim, um resultado de quem tem o Espírito, e, é guiado por ele. Amar é um resultado natural de quem é verdadeiramente convertido ao Senhor Jesus (ver, I João 2:9-10).

b) Gozo: Como é gostoso viver nos caminhos do Senhor. Sendo guiado pelo Espírito, o crente sente gozo ou prazer, em estar na obra, pela vida, pelos problemas (tirando sempre algo para edificação), tudo é tão “colorido”, etc. O oposto a tudo isto é resultado de uma vida que nunca teve uma comunhão verdadeira com Deus.

c) Paz: Viver em paz é o desejo de todas as pessoas, o crente que vive no Espírito tem muito mais chance de viver em paz.

d) Longanimidade: Longanimidade significa paciência para suportar ofensas, em outras palavras, o crente longânime é um crente paciente. Aqui esta uma virtude não muito comum hoje em dia, nem nas igrejas. É comum as pessoas tratarem as outras da mesma forma como são tratadas. Mas, se Deus fosse assim o que seria de nós? O sábio Salomão exorta-nos da seguinte maneira: “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânime apazigua a luta” (Provérbios 15: 18). Ninguém é mais ofendido do que Deus, porém, Ele não nos trata conforme as nossas ofensas. Ele é paciente, e tem demonstrado isto no dia-dia da vida. Nós temos que ser longânimes ao máximo possível, se assim vivermos, teremos muito mais paz com todos. Aprenda a suportar um pouco mais as pessoas. Ore a respeito.

e) Benignidade: Benignidade e bondade, parecem serem duas palavras com o mesmo significado, porém, a diferença está no fato de que ser benigno é muito mais difícil que ser bom. A benignidade está muito mais ligada à Deus do que aos seus servos, mas é um fruto, um resultado do Espírito. Ser benigno no meu entendimento, é ser bom a quem não apresenta nenhum merecimento, muito mais em amor do que em bondade; justifico o meu pensamento da seguinte maneira:

O Salmo 136, em seus vinte e seis versos, afirma que o Senhor deve ser louvado “porque a sua benignidade dura para sempre”, todavia as traduções variam em no mínimo três formas diferentes, a palavra benignidade é encontrada em algumas traduções como “amor” ou “misericórdia”. Eu entendo então que, ser benigno é ser como Deus, que à nós demonstra bondade, e não somos dignos, Ele assim faz porque nos ama.

f) Bondade: Qualidade do que é bom. Sermos bons significa que não só outras pessoas se beneficiarão, mas também nós próprios (Ver Provérbios 11:17). É importante observarmos que, a bondade tem que vir do Espírito e somente Ele deve ser glorificado. Em certa ocasião, quando Jesus foi chamado de bom, Ele disse que bom somente um que é Deus (Mateus 19:17). Se o próprio Jesus disse assim, significa que toda e verdadeira bondade provem de Deus. Por mais que alguém se justifique, não existe nenhum motivo para isto. Se praticamos gestos de bondade, louvado seja Deus por isto.

g) Fidelidade: Observância da fé devida. Mesmo que em algumas traduções, encontrarmos a palavra fidelidade trocada pela palavra fé, não devemos pensar que se refere ao mesmo tipo de fé mencionada em I Coríntios 12:9 (leia), onde o Apóstolo se refere aos dons do Espírito. Neste caso, se trata de relacionamento entre pessoas, a palavra fidelidade se encaixa melhor; mostrando que com este fruto do Espírito seremos muito mais fieis às pessoas que nos cercam. Também seremos muito mais responsáveis em nossos compromissos diários e nas atividades e responsabilidades na igreja.

h) Mansidão: A mansidão parece ter associação com a humildade, em Mateus 11:29 encontramos as seguintes palavras: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas”[o grifo é nosso]. Neste versículo, Jesus faz um apelo à toda humanidade; tomar o jugo Dele e aprender com Ele, é justificado pelo fato de Jesus ser manso e humilde. A mansidão é uma virtude louvável, que todos os seguidores de Cristo deve possuir, por isso, Paulo coloca como um dos frutos do Espírito.

i) Domínio próprio: Aqui temos uma virtude que de forma alguma poderá ficar fora da vida de qualquer cristão. Domínio próprio ou temperança, dependendo da tradução, é o ato de se controlar diante de qualquer vontade ou desejo fora de tempo e/ou exagerado; moderando-se com paciência e achando um limite para todas as coisas. O Espírito deve exercer força maior em nossas vidas, com isto, teremos uma vida dominada pelo Espírito. Saberemos o momento de começar e o de terminar; quando devemos permanecer calados; o momento exato de falar; o quanto devemos comer; o quanto devemos sorrir; o chefe de família saberá comandar a casa com democracia; o jovem casal saberá até onde deverá ir as carícias no namoro; a mãe saberá controlar o tom de voz ao chamar o filho desobediente; o filho saberá até que horas ficará fora de casa; as famílias saberão desligar a TV, escolhendo os programas adequados para um lar cristão; etc.



6.3. Seguindo os passos de Jesus.

O segundo fator que mudará na vida do crente, quando este usa o calçado da paz é que andará nos passos de Jesus. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27). Existe muitos crentes que querem ser seguidos por Jesus, e não seguir a Jesus. Mas afinal, qual a diferença? Quando estamos nos passos de Jesus, temos que exercer a Sua vontade. Se estivermos perdidos em uma floresta cheia de animais perigosos, e por acaso, encontramos alguém, um guia, que conhece bem a esta floresta e se propõe a nos conduzir para fora de perigo, a nossa obrigação é seguir o guia, e não querermos que ele nos siga, se assim for, jamais sairemos da floresta. Jesus é como este guia que se propôs a nos conduzir para fora de perigo. Basta que sujeitemos a Sua vontade e irmos após Ele seguindo os seus passos.



6.4. A paz de Cristo em nós.

Um terceiro fator que dispensa nossa atenção é que quando estamos usando o calçado da paz, a paz de Cristo invade todo nosso ser. “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34). Com esta afirmação do mestre Jesus, fica difícil entender como ser invadido por uma paz de alguém que declara não ter vindo traze-la. É preciso entender que a paz esperada pelos judeus quando Jesus faz esta afirmação, era muito mais política do que uma paz interior; Jesus veio trazer paz interior. Não é uma paz comum e humana, onde só é possível quando as coisas vão bem; é uma paz interior que transborda do coração, de dentro para fora. Paz que vem do Espírito, fruto do Espírito. Quando se tem esta paz as coisas tornam-se mais fáceis, a noite deixa de ser tão escura, a dor parece doer menos, não se consegue olhar para ninguém como inimigo, é muito mais fácil amar sem requerer nada em troca, etc.



6.5. Os fundamentos da paz.

O quarto e último fator que estudaremos a respeito dos calçados da paz, é o fato de que os fundamentos da paz farão parte da vida daqueles que estiverem usados os calçados. Que são:

6.5.1. É uma dádiva de Deus.

“Darei paz na terra, e dormireis seguros sem que ninguém vos perturbe...” (Lev. 26:6).

“ Ora, o próprio Senhor da paz vos dê paz sempre e de toda maneira. O Senhor seja com todos vós” (II Tessalonicenses 3:16).

6.5.2. Vem de Cristo.

“Conhecereis a palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo...” (Atos 10:36).

6.5.3. Resultado da fé.

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti.” (Isaías 26:3).



7. O ESCUDO DA FÉ.

“Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Efésios 6:16).

Sem dúvida, sem o escudo era impossível para um soldado lutar. Os escudos variavam muito de região, haviam escudos grandes e pequenos, de madeira ou de metal, com ou sem revestimento de pele de animal, as variações eram diversas. Havia também os escudos de ouro usados para ornamentos (I Reis 10:17), porém, os de maiores proporções eram usados pelas infantarias, algumas vezes levado pelo escudeiro (I Samuel 17:7). Era muito comum o uso de escudos nas formações de cercos, colocando-se muitos lado a lado, de forma a proteger contra os dardos e pedras lançados pelo inimigo.

7.1. O escudo em primeiro lugar.

Paulo coloca o escudo da fé em primeiro plano, sobretudo, isto significa que a fé deve ser a peça principal na armadura do cristão. Sem a fé, já não é possível reivindicar de Deus a própria armadura. João, o apóstolo do amor escreve as seguintes palavras: “Pois todo que é nascido de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (I João 5:4). Toda vida nos caminhos de Deus, está associada à fé. E toda vitória, seja no mundo material ou no mundo espiritual, só é possível mediante a fé. As bênçãos virão de acordo à nossa fé, quanto mais cremos, mais bênçãos teremos.

Ela vinha seguindo ao mestre Jesus, não pertencia à nação de Israel, mas isto não parecia ser um problema para ela. O Mestre não tinha notado a presença dela, até que os seus discípulos o notificaram, eles já não agüentavam mais ouvir os gritos da mulher que dizia: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”(Mt 15:22). Os discípulos chegam a Jesus, quem sabe não seria Pedro que era o mais impaciente de todos, e rogam ao Mestre da seguinte maneira: “Despede-a, pois vem gritando atrás de nós (Mateus 15:23). A impressão que se tem é que Jesus, por algum motivo, não tinha planos de atender aquela mulher; Ele declara não ter vindo “senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 15:24). Mas a mulher, já cansada de gritar, alcança Jesus e, O adora, pedindo socorro. Ela não desiste, nem depois que Jesus parece dar a resposta definitiva, e responde ousadamente a Jesus. O Mestre então resolve responder afirmativamente com estas palavras: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja feito conforme tu desejas” (Mateus 15:28). A coragem daquela mulher mudou os planos de Jesus, a sua insistência, a sua humildade, a sua ousadia, mas, principalmente a sua fé, fez com que Jesus libertasse sua filha.

Esta história nos traz muitas lições de vida, mas o nosso assunto agora é fé, e vamos nos concentrar nela. Não tem como adquirirmos nada de Deus, se não acreditarmos que é possível, se a nossa fé for limitada perderemos toda e qualquer luta contra o diabo. Também, existe o fato de que nossa salvação depende unicamente da nossa fé (ver Atos 16:31), porém, a nossa fé é demonstrada mediante o nosso empenho na obra de Deus, veja o que a Bíblia nos diz: “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem! Os demônios também crêem, e estremecem. Mas queres saber ó homem insensato, que a fé sem obras é inútil? Não foi pelas obras que o nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Vês que a fé cooperou com as suas obras, e pelas obras a fé foi aperfeiçoada” (Tiago 2:19-22). Dizer que acreditamos em Deus é muito fácil, o difícil é demonstrar isto. Como pode alguém dizer que crê em Deus, no plano de salvação, em Jesus, no Espírito Santo e seus dons, na Bíblia, no papel da igreja, no inferno, na existência de Satanás, no papel dos anjos, em batalha espiritual, em um louvor que liberta o espírito do homem, etc. Ficar quieto diante de tais verdades. Não! eu não acredito que uma pessoa assim possa crer realmente nas verdades de Deus.

Vamos analisar nossas vidas. Estamos demonstrando a nossa fé? Está Deus satisfeito com aquilo que temos feito na sua obra? Pense nisto.

7.2. A proteção do escudo.

Quando cremos que a Deus tudo é possível, e que com Ele, para nós será possível a vitória e a defesa contra os dardos inflamados do maligno seremos então vitoriosos. Mas que são estes dardos que Paulo declara ser apagados com o escudo da fé? Não são dardos comuns, o apóstolo acrescenta à eles chamas de fogo, “dardos inflamados do maligno” , por isso devem ser apagados. São os ataque de Satanás sobre seus ideais, seu trabalho, sua família, sua saúde, sua mente, sua crença, seus amigos, sua igreja, suas finanças, e para estar apto a apagar estes dardos, necessário é o escudo da fé.

Jó sempre foi muito dedicado a Deus, tudo o que tinha era consagrado à Deus, seus filhos, seus bens a sua própria vida. Era muito comum ele oferecer sacrifícios por seus filhos, pensava ele: “Talvez os meus filhos tenham pecado, e blasfemado contra Deus no seu coração” (Jó 1:5). Isto era feito com freqüência por Jó, em recompensa, Deus o abençoava fazendo dele o maior entre todos os homens do Oriente. A história é conhecida por quase todos os crentes, mas, existe um detalhe que nem todos observam: Satanás esta na presença de Deus, diante da pergunta do Todo Poderoso ele responde que Jó só era justo porque Deus o abençoava e protegia, observe as palavras que ele usa:

“Respondeu Satanás ao Senhor: Teme Jó a Deus em vão? Acaso não o tens protegido de todos os lados a ele, a sua casa e a tudo o que ele tem? A obra das suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicam na terra” (Jó 1:9-10).

Pense comigo, teria Satanás mencionado uma proteção divina, se antes já não tivesse tentado perfurar esta proteção? Eu acredito que Jó foi alvo, não uma vez, mais diversas vezes dos dardos inflamados de Satanás. Como não conseguira penetrar o escudo posto por Deus na vida de Jó, ele aproveitando a oportunidade astutamente, pede que Deus penetre a proteção, pois sabia que só o Senhor poderia penetrar na vida de Jó (ver, Jó 1:11). Posso imaginar Deus falando a Satanás mais ou menos assim: Tudo bem, eu tirarei a proteção e você mesmo tocará na vida dele, mas não toque em seu corpo, eu o quero vivo para que ele me glorifique (veja, Jó 1:12 e Jó 2:6). A restante da história não se faz necessário o nosso comentário, pois sabemos que Jó prevaleceu e o nome do Senhor foi glorificado na vida dele.

Eu quero dizer diante a experiência vivida por Jó é que, quando cremos em Deus verdadeiramente, o Senhor coloca sobre nossa vida um escudo protetor que protege-nos dos dardos inflamados do maligno. Observe as palavras do salmista Davi: “Pois certamente tu, ó Senhor, abençoas o justo; tu o circundas do teu favor como de um escudo” (Salmo 5:12). Aleluia! Reivindique este escudo protetor.

8. O CAPACETE DA SALVAÇÃO.

“Tomai também o capacete da salvação...” (Efésios 6:17a).

Ninguém usa um capacete, se suas atividades não oferecerem algum tipo de perigo para sua cabeça. O motoqueiro; o pedreiro; em algumas modalidades esportivas, como ciclismo, futebol americano, e outros; também o soldado usa um capacete, até os dias atuais. O capacete usado no passado, cobria a cabeça e partes do pescoço, geralmente era confeccionado de bronze ou metal amarelo.

8.1. O nosso capacete, a salvação.

Preste atenção a estas palavras:

“Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre eles todos nós antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. E éramos por natureza filhos da ira, como também os demais”.

"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus."

"Pois pela graça sois salvos, por meio da fé - e isto não vem de vós, é dom de Deus - não das obras, para que ninguém se glorie. Pois somos criados feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas". (Efésios 2:1-10).

A salvação deve ser o nosso objetivo na carreira cristã, não faz sentido estar na igreja se esta não for a razão principal. Este texto de Efésios resume de uma forma geral, a maneira de como nós fomos salvos por Jesus. Salvo do que? Veja, sermos salvos, só é possível se algum perigo nos for apresentado, ou seja, se não sabemos nadar, e, por algum motivo caímos dentro d’água, o perigo apresentado será a morte por afogamento. O perigo a todos apresentado, justificando assim a salvação por Jesus, era o fato de estarmos perdidos no pecado, e nesta condição, pertencíamos ao diabo (versos, 1-3). Porém, Deus, em sua infinita misericórdia, nos resgatou das mãos do diabo, dando a todos nós a liberdade (versos, 4-10).

Pelo fato de sermos salvos em Cristo Jesus, Satanás procura de todas as formas, um jeito de nos separar do Salvador Jesus. Mas sabemos que nada nos separará do amor de Cristo (ver, Romanos 8:31-39). E, se estamos de posse do capacete da salvação, a nossa salvação não será prejudicada pelo “inimigo de nossas almas”, pois nossa mente não sofrerá ataque direto dele.

8.2. O capacete protegendo nossa mente para termos a mente de Cristo.

“A melhor forma de manter os pensamentos de Satanás do lado de fora é manter os pensamentos de Cristo do lado de dentro. Tão certo quanto Satanás pode ‘encher nossos corações’, tanto mais o Senhor Jesus pode enchermos com seus pensamentos” (Vencer o adversário, Mark Bubeck).

Quando o crente usa o capacete da salvação, ele passa a ter a mente de Cristo (ver, I Coríntios 2:16). Ter a mente de Cristo, é como seguir os passos Dele. Existe um contraste muito grande entre ter a mente de Cristo e não ter. Para que tenhamos a mente de Cristo precisamos observar alguns fatores:

8.2.1. Cristo é o nosso capacete.

Sua idade já era avançada, homem justo e temente a Deus que aguardava a consolação de Israel (Lucas 2:25). Ele aguardava pacientemente que a promessa feita pelo Espírito Santo se cumprisse, não morreria sem ver o Cristo do Senhor. Não se sabe quanto tempo Simeão aguardou que se cumprisse esta promessa, sabe-se que ocorreu o fato. O menino já estava a caminho do templo quando o Espírito Santo move o ancião na mesma direção (Lc. 2:27); ele então põe a criança em seus braços e diz: “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação” (Lucas 2:29-30).

O que quero destacar, é o fato de Simeão olhar para o menino Jesus, e notar que aquela criança não era uma simples criança, ele viu nela a salvação de Deus, aquele enviado para salvar Israel e o mundo, o Messias, o prometido aos patriarcas, Simeão pode saber que Deus cumprira sua promessa. Ele pode ver o Salvador de todos os homens.

Uma outra coisa importante que quero observar, é o fato de que, quando lia-se no Antigo Testamento a palavra hebraica yeshuah, estava-se lendo ao mesmo tempo o nome Jesus, pois, yeshuah é a forma de se pronunciar o nome Jesus em hebraico, cujo significado é segurança, libertação ou salvação.

Para fecharmos este tópico, analise comigo este versículo: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21). O anjo do Senhor aparece a José, explica a situação sobre a gravidez de Maria, inesperada por ele, e determina que quando o menino nascesse, o seu nome seria Jesus. E o anjo justifica por que: “... porque ele salvará o seu povo...”. É importante observar que, o nome dado a uma criança em Israel tinha associação com algum tipo de fato ou circunstancia. Lembre-se que Deus mudou o nome de Jacó para Israel, quando este lutou uma noite inteira com o Senhor (ver, Gênesis 32:22-32). Jesus teria este nome porque seria o salvador de toda a humanidade. Podemos concluir esta parte afirmando que, o capacete da Salvação é o próprio Senhor Jesus Cristo.

8.2.2. Cristo não entra em nossa vida sem convite.

Existe um versículo na Bíblia que, embora pregado por muitos à não crentes, foi destinado ao povo de Deus. Observe: “Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). Cristo age assim, primeiro ele pergunta se pode entrar, se a resposta for positiva ele entra, ao contrario, ele não entra. Se deixarmos Cristo entrar em nossas vidas, em recompensa, ganharemos sua mente. E isto faz uma diferença enorme, pois, nossos pensamentos serão direcionados para o nosso bem espiritual. Isto significa que não mais viveremos por nós mesmos; Cristo será nossa fonte de vida; nossa razão de viver; nossa luz em meio à escuridão; etc.

Quem sabe já a muito tempo Cristo esta procurando entrar em sua mente, seu coração e tem encontrado a porta fechada? Saiba que Ele jamais arrombará a fechadura do seu coração. A chave, que não pode ser levada ao chaveiro da esquina para se tirar uma cópia, está em teu poder, só você pode abrir a porta e convidar Jesus para entra em sua vida.



9. A ESPADA DO ESPÍRITO.

“...e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17).

As peças anteriores, tinham como uso básico a defesa. Esta, é a primeira peça da armadura, citada por Paulo, que é destinada ao ataque. A espada é a arma ofensiva mais antiga que a Bíblia menciona, e parece ser a arma utilizada pelos anjos guerreiros (ver, Gênesis 3:24).

9.1 Uma arma poderosa.

Se o Espírito não iluminou Paulo a determinar mais nenhuma outra arma de ataque, é porque a espada do Espírito vai além das nossas expectativas, sobressai o entendimento humano e é suficiente nesta luta.

O poder desta arma está no fato de ela estar associada à própria palavra de Deus, ou seja, é a palavra de Deus. O autor da carta aos Hebreus define o poder desta arma da seguinte maneira: “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração“ (Hebreus 4:12).

Diante de uma definição como esta, fica bem claro a força desta arma. A espada do Espírito é somada com a Palavra, com este resultado, não há necessidade de nenhuma outra arma, basta somente saber usar e o inimigo não terá a menor chance.



9.2. Diretrizes para o uso da espada.

Algumas coisas devem ser consideradas antes de querermos usar a arma contra Satanás. Observe:

9.2.1. Conhecer a Palavra de Deus.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (II Tim. 2:15). Existe um número elevado de cristãos que não se importa, nem um pouquinho que seja, em estudar a Bíblia. O crente tem por obrigação de ao menos ler com freqüência a Palavra, ler diariamente com interesse de aprender algo novo.

Já a alguns anos atrás, lendo uma passagem do Novo Testamento, Deus me mostrou que já era tempo de que eu assumisse uma postura diferente em relação ao estudo da Bíblia. Note: “Com efeito, devendo já ser mestres, por causa do tempo decorrido, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de alimento sólido” (Hebreus 5:12).Os princípios elementares dos oráculos de Deus, está se referindo à própria palavra de Deus, em uma tradução diferente encontramos esta parte da seguinte maneira: primeiros rudimentos das palavras de Deus . O que o autor da epístola estava tentado me mostrar, (a todos nós) era o seguinte:

“Olha, já é tempo de vocês estarem ensinando, chega de somente aprenderem, ensinem, falem da Palavra também, ponham em prática o que aprenderam no início da carreira cristã. Comam comida sólida, já não é mais tempo de tomarem somente leite, cresçam na Palavra”. Foi assim que o Espírito me falou, de alguma forma deveria me importar em aprender mais sobre a Palavra, e, tenho me envolvido, não por ser professor da E.B.D.; ou por ser diácono, mas por ter em mente que nós os crentes devemos estar íntimos com as Sagradas Letras.

Talvez você pense: “Eu não tenho esse dom, minha sabedoria é limitada, estudar a Bíblia é para pessoas chamadas por Deus para o ministério”, saiba de uma coisa, o primeiro passo é este, reconhecer que somos limitados, e que, nossa sabedoria nenhum valor tem para entendermos a Palavra de Deus (ver, Mateus 11:25). O próximo passo é reconhecer a necessidade de se conhecer a Palavra e se empenhar em estudá-la. Não é necessário ser pastor ou exercer qualquer outro cargo importante na igreja, você precisa conhecer a Bíblia na batalha espiritual, pois nosso inimigo é mais que bacharel em teologia. Ele usará seus conhecimentos para confundi-lo. Vou citar um exemplo prático na Bíblia, observe:

Bem no começo do seu ministério, Jesus atravessou uma tremenda batalha espiritual. João tivera o privilégio de batizá-lo no Jordão, após, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto. Não para fazer turismo ou procurar sossego longe de todo mundo, O Espírito o conduz até lá para que ele, Jesus, fosse tentado pelo próprio Satanás. Convém observarmos que Jesus foi tentado por quarenta dias, não após os quarenta dias de jejum (Lucas 4:2). Acredito que, todos os principados juntamente com suas potestades do mau se dirigiram para aquele deserto. Se conseguissem com que Cristo caísse logo no começo de seu ministério, estaria tudo resolvido; não haveria cruz, nada de sangue do Cordeiro, nada de ressurreição, conversão nem pensar; as vantagens seriam enormes, toda a humanidade estaria perdida com eles, o inferno superlotado ficaria com tantas pessoas que para lá iriam. Que festa no inferno!

Mas, o nosso Senhor venceu aquela batalha, e venceu por conhecer as Escrituras. Ao final de quarenta dias, aparece o próprio Valente, o Homem Forte, o Senhor das trevas vem pessoalmente, quem sabe exterminando pelo caminho um bom número de “incompetentes” demônios menores que nada conseguiram com Jesus. Quem sabe Satanás pensasse que tendo Jesus seu lado humano, seria fácil derrotá-lo fazendo desistir de tudo. Veja como começa a tentação: “Se tu és o filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. Jesus respondeu: Está escrito nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra de Deus” (Lucas 4:3-4). Jesus mostrou que conhecia as Escrituras, e foi assim por duas vezes, em outra porém, Satanás resolveu mostrar que também conhecia, e conhecia bem, as Escrituras: “O diabo levou-o a Jerusalém, colocou-o no pináculo do templo, e lhe disse: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Pois está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, e que te sustenham nas mãos, para que não tropeces com o teu pé em alguma pedra “ (Lucas 4:9-11). Satanás recita palavras do Salmo 91, e acredite, ele odeia este Salmo; o que ele queria era colocar Jesus contra a parede, “Vamos! pule logo. Duvidas daquilo que você mesmo fez com que fosse escrito?!” Sair daquela só mesmo Jesus com o seu conhecimento, o Mestre relembra a Satanás as palavras contidas no Pentateuco, (Deuteronômio 6:16) “Não tentarás ao Senhor seu Deus”, diante desta resposta, Satanás ficou sem alternativa, e saiu da presença de Jesus. (Foi expulso, e o deixou até uma outra oportunidade).

O que quero mostrar para você, é que nossos inimigos conhecem muito bem as Sagradas Letras, e que se você não tiver conhecimento também, ele usará a própria Bíblia para confundi-lo.

9.2.2. Buscar conhecimento no Espírito.

Este é o motivo principal que justifica o fato da espada da armadura de Deus ser chamada de “Espada do Espírito”.

Após você ter se colocado no lugar certo em relação à Deus, e, enxergado a sua obrigação em conhecer e estudar a Palavra, resta-lhe buscar todo o conhecimento de Deus e de sua Palavra através do Espírito Santo. Todos os verdadeiros salvos são morada do Espírito Santo, “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus?” (I Coríntios 6:19).Sendo assim, resta ao crente buscar estar cheio do Espírito no momento em que for estudar as Santas Palavras. A única forma de se estar cheio do Espírito é buscando o Espírito.

Sendo você salvo por Jesus, o Espírito mora em seu ser, todavia, Ele, o Espírito, só age em sua vida se você o buscar de coração. Para que sejas vencedor na luta contra o diabo, sua arma deve ser bem usada, não basta conhecer a Palavra, todo conhecimento deve vir de Deus, na pessoa do Espírito Santo. No deserto quando Cristo foi tentado pelo diabo, observamos que ambos conheciam bem a Palavra, mas a diferença maior era o fato de Cristo estar cheio do Espírito, “Assim que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Nesse instante abriram-se-lhe os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele” (Mateus 3:16). Somente nesta condição foi possível a vitória do nosso Mestre, cheio de conhecimento da Palavra e do Espírito Santo. Busque todo o conhecimento em Deus e para a glória Dele.



10. UMA VIDA DE ORAÇÃO.

“E orai em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito. (...) Orai também por mim, para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho...” (Efésios 6:18-20).

Tudo isto que vimos até agora torna-se banal se não vivermos uma vida de oração. É através da oração que reivindicamos toda a armadura de Deus. Se a oração estiver de fora da nossa vida cristã, seremos alvos fáceis na mira de nosso inimigo.

Durante toda minha vida de cristão procurei viver dentro da vontade de Deus. Não foi nada fácil, me converti aos treze anos de idade, e como todos sabem, nesta fase da vida as coisas são bem complicadas, um adolescente acaba criando em volta de si um mundo só seu, as outras pessoas, parecem viver em outra dimensão, fora deste mundo. Aos quatorze anos tive que trabalhar fora, complicando ainda mais as coisas para um adolescente novo convertido. Mas, pelas misericórdias do Senhor; minha mãe estava sempre ao meu lado, e nem sempre sabia dos meus problemas, mas com certeza, Deus sabia e a impulsionava a orar por mim com freqüência. Me recordo de que todos os dias pela manha, ela me despertava para ir ao trabalho e juntos fazíamos nosso devocional, orando por nossas vidas. Hoje, dezesseis anos se passaram, e só agora percebo que se não fosse por aquelas orações de minha querida mãe, talvez eu não tivesse personalidade suficiente para estar elaborando esta apostila. Deus seja louvado!

Atualmente, percebo a necessidade de uma vida em oração muito mais que no passado. Quando leio as palavras escritas em Efésios, posso entender claramente o que o Espírito esta dizendo à nós hoje.

10.1. Orar em todo o tempo.

“E orai em todo o tempo...”

O significado destas palavras é tão profundo que tremo só em pensar. Orar em todo o tempo é o mesmo que orar em todas as ocasiões da vida, mesmo que não esteja disposto a isto, é orar mesmo que as circunstancias não pareçam viáveis.

Existe muita variação de crente para crente quando se refere a época de se viver em oração. Há aquele tipo de crente que só ora quando vive uma época feliz da vida, se as coisas andam bem, então ele vai bem com Deus, com a igreja e até com os irmãos em geral. Todavia, se as coisas não estão como ele planejou, a vontade de orar acaba, Deus parece ter se esquecido dele, a igreja torna-se um problema, o irmão já não é mais o mesmo que antes... Existe também o crente que ora só quando está em dificuldades, (Aqui se inclui a grande maioria dos crentes). Se o emprego apresenta algum risco, se passa dificuldades financeiras, se a saúde não está boa, etc., ele trata de começar a orar até de madrugada, coisa que não faz em época normal, mas isto acaba sendo bom para ele; e acredito que Deus permita que coisas ruins aconteçam para que se tenha um melhor relacionamento com Ele. Existe também o crente que não ora em momento algum, se as coisas vão bem, ele pede oração de agradecimento; mas se por outro lado aparece algum problema, ele busca auxílio nas orações da igreja, (para o bem da igreja, este é o número menor de casos). Mas a recomendação do Apóstolo é orar em todo o tempo, nas alegrias, nas tristezas, na saúde, na dor, na riqueza, na pobreza, porque em todas as ocasiões se faz necessário uma vida de oração.



10.2. Orar no Espírito.

“... com toda oração e súplica no Espírito”.

Oração e súplica no Espírito, é o resultado de uma vida guiada pelo Espírito de Deus (ver, Romanos 8:1-17). Só se pode orar no Espírito quando se está cheio dele, e a Bíblia nos exorta a buscar o enchimento do Espírito Santo. (volte, e leia novamente o tópico 6.2).

10.3. Orar uns pelos outros.

“Vigiai nisto com toda a oração e súplica por todos os santos.”

Paulo não poderia deixar de citar a necessidade de se orar uns pelos outros, todos os salvos estão envolvidos nesta batalha espiritual. Se faz necessário a atenção e vigilância (“vigiai nisto...”). A palavra “súplica” dá a idéia de que a oração deve ser feita de forma humilde, reconhecendo nossa posição em relação ao Todo Poderoso.

10.4. Orar pelos líderes eclesiásticos.

“Orai também por mim (...) para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho (...) que possa falar dele livremente, como devo falar.”

Nenhum Líder de departamento, Líder de congregação, Professor de EBD, Diácono, Pastor da igreja, ou qualquer outro cargo ou ministério que seja executado na igreja, terá um resultado positivo se não for através de muita intercessão por eles à Deus.

Muitos líderes pensam que por serem o que são, não fica bem ficar pedindo oração. “Que vão pensar de mim? Um pastor pedindo oração pela sua vida espiritual, é admitir fraqueza. Definitivamente, não fica bem!” Paulo, que foi um excelente líder, admitiu que precisava das orações (“Orai também por mim...”). Este deve ser o reconhecimento de todo líder.

A igreja terá sempre bons líderes em todas as áreas, se a igreja orar por eles. Ore pelo presidente de seu departamento, ore pelo seu professor da escola bíblica, ore pela diretoria jurídica da igreja, ore pelos diáconos, ore pelo pastor da igreja. Ore para que quando estes forem atuarem no ministério do evangelho, o Espírito esteja atuando por eles.



11. CONCLUSÃO.

Só posso concluir este trabalho torcendo que você tenha chegado ao fim. Espero que a partir de agora você possa entender melhor o que venha ser a Armadura de Deus. Em suas orações, reivindique do Senhor esta armadura, insista, e Deus te cobrirá com toda sua armadura. Seja um guerreiro preparado!



Se ficou alguma dúvida, volte e releia tudo novamente, sempre em muita oração e com o coração contrito à Deus.



Deus, em seu grande amor, te abençoe ricamente em tudo. Amém!

12. BIBLIOGRAFIA.

1. Mark l. Bubeck, Vencer o Adversário, Edições Vida Nova.

2. Larry Lea, As Armas de sua Guerra, Editora Vida.

3. O. S. Boyer, Pequena Enciclopédia Bíblica, Editora Vida.

4. Buckland, Dicionário Bíblico Universal, Editora Vida.

5. Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova.

6. Concordância Bíblica Abreviada - Editora Vida.

7. Bíblia Sagrada, Edição Contemporânea - Editora Vida.

8. Bíblia Anotada - Editora Mundo Cristão

5 comentários:

Anônimo disse...

muitississimo bom estes estudo,super interessante, assim temos a certeza que seremos vencedores nesta batalha espiritual ,que a paz do senhor jesus reine em nossos lares.

Anônimo disse...

muitississimo bom estes estudo,super interessante, assim temos a certeza que seremos vencedores nesta batalha espiritual ,que a paz do senhor jesus reine em nossos lares.

Anônimo disse...

Muito bom esse estudo sobre a armadura,espero que como eu muitos possa aprender como devemos esta nessa batalha para irmos morar no céu.pois o nosso General é Cristo e nunca perdeu e jamais irá perder batalha...Que Deus nos abençoe com estudos assim

Anônimo disse...

Muito bom esse estudo sobre a armadura,espero que como eu muitos possa aprender como devemos esta nessa batalha para irmos morar no céu.pois o nosso General é Cristo e nunca perdeu e jamais irá perder batalha...Que Deus nos abençoe com estudos assim

Marcele Gonçalves da Silva disse...

MUITÍSSIMA BENÇOADA ESTA PALAVRA!!! USAREI NO MEU DISCIPULADO!